“Livro não é papel” Viva o Kindle!

Eu começei esse post, usando uma frase do André Kenji que sintetiza bem o que um livro significa. Conteúdo. Para vocês entenderem aonde quero chegar, preciso falar do Kindle, o causador dessa revolução. Quando a Amazon lançou o Kindle no final de 2007, ela estava prestes a revolucionar o mercado de livros. Mas afinal o que é o Kindle? É um leitor de livros eletrônicos criado pela Amazon. E por que é tão revolucionário? Porque usa uma tecnologia chamada e-ink (tinta eletrônica) que não cansa os olhos, ao contrário de qualquer tela de LCD, usada em monitores e celulares. A tela do Kindle não cansa à vista, pois não emite luz. É como você estivesse lendo um livro de verdade. Duvidam? Então vejam a fotos a seguir.

Clique nas imagens para ampliá-las (retiradas do blog Garota Sem Fio)

A bateria do e-book reader da Amazon chega ter uma duração de três semanas, pois ela só é usada no momento de virar uma página. Você pode deixar o e-book ligado numa página estática que ele não consume bateria. Isso se deve a incrível tecnologia da tinta eletrônica. O Kindle tem o tamanho de um livro convencional e possuiu um teclado físico para fazer anotações e destacar trechos importantes caso o leitor queira.

Em fevereiro de 2009, a Amazon lança o Kindle 2, trazendo melhorias, quanto a performance, bateria, tela com mais cores em tons de cinza e maior capacidade, em novembro é lançado sua versão internacional, antes restrito apenas aos Estados Unidos. Em maio do mesmo ano é lançado o Kindle DX, a única diferença dele para o original é sua tela, bem maior, destinada à leitura de jornais e revistas.

O Kindle é integrado com a loja da Amazon e graças a rede Whispernet, permite (em teoria) comprar livros de qualquer lugar, seja no parque, shopping, ônibus, etc. Em teoria, porque no Brasil, não é em todos lugares que essa rede está disponível. Você não paga nada por usar essa conexão. Em qualquer lugar, você pode comprar seus livros. Isso sim que é mobilidade! O aparelho tem uma capacidade para armazenar uma centena de livros. Sua coleção cabe na mochila. Pense na quantidade de peso inútil que você deixará de carregar consigo.

Agora que já apresentei o Kindle, posso chegar onde quero. O livro digital só traz benefícios. Pense na quantidade de árvores que deixarão de ser cortadas. Nos gases poluentes, resultantes da produção do papel, que deixarão de ser emitidos na atmosfera e que contribuem para o efeito estufa. Eu nunca gostei de papel. Papel é algo inútil, que só ocupa espaço e junta ácaro. O papel me deixa desorganizado e faz mal pro meu nariz, já que tenho renite.

Tem pessoas que torcem o nariz para o livro digital. “Ah nada como folhear um livro, virar as páginas, sentir o cheirinho de papel”. Parecem que tem fetiche por papel! Livro não é papel, como bem lembrou o André Kenji. É conteúdo! Mas atrás desse discurso, como argumenta Kenji, se esconde um víes elitista. Os amantes de papel, precisam ostentar na sala, uma estante abarrotada de livros à mostra, pois isso siginifica “status”. O “status” de ser intelectualmente superior, de ser inteligente, bullshit!, o que um leitor de livros digitais não ostenta.

Agora quem está desencentivando os consumidores à comprar e-books são as editoras. Elas alegam que as livarias vão desparecer. E começaram a sobretaxar os livros digitais, que antes custavam a metade do preço dum livro convencional e que agora estão custando até mais que um livro de papel, o que é um absurdo. Elas não querem perder seus lucros gordos e estão explorando o quanto podem antes que os e-books tomem de vez o gosto do público. Isso não vai funcionar, é uma revolução sem volta, assim como aconteceu com a música digital.

Sim, você já viu esse mimimi antes, lá no começo dos anos 2000, quando as gravadoras, bateram o pé e esperneram contra a música digital. Os consumidores não estavam mais dispostos a comprar um CD apenas pra ouvir uma ou no máximo duas músicas que gostavam. Eles queriam comprar a própria faixa. O mercado mudou, o velho modelo lucrativo (e injusto) das gravadoras foi por água abaixo. No Brasil, não existe ainda uma loja de músicas online, como a iTunes Store. As pessoas que compram CD hoje no Brasil, ripam o CD para ouvirem no seu MP3 player e depois jogam a mídia física no lixo. A mídia física se tornou inútil. O CD morreu, mas nasceu o mercado da música digital. Assim como o dos livros eletrônicos.

As livrarias não vão morrer, assim como hoje, existem amantes dos LPs, CDs e DVDs. Os livros convencionais ficarão restritos à um nicho específico de mercado. As editoras estão insistindo no mesmo erro que as as gravadoras cometeram no passado, o de tentar impor um velho modelo de negócio que não funciona mais. Hello! As pessoas querem comprar livros digitais!

Fontes:

Wikipedia (en)
Dissidência – “Livro não é papel”
Garota Sem fio – “Review Kindle” (imagens)

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